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Dirofilariose canina: saiba mais sobre o temido verme do coração

O termo médico dirofilariose canina pode até não ser muito conhecido. Mas, se você tem cachorro, é bem possível que já tenha ouvido falar no verme do coração em algum momento.

Considerada uma zoonose, a doença parasitária cardiopulmonar afeta principalmente os cães, sejam eles domésticos ou silvestres. E sua incidência costuma ser maior nas estações mais quentes, quando muitos tutores levam seus pets para a praia. A seguir, saiba mais sobre essa doença séria e silenciosa que é a dirofilariose canina.

Causa e transmissão da dirofilariose canina

O agente causador da dirofilariose canina é o Dirofilaria immitis, um parasita nematoide semelhante à lombriga, mas que se aloja no coração dos cães quando atinge a fase adulta.

Sua transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos, como o Aedes Aegypti, que tenham picado outro hospedeiro infectado previamente. A partir daí, tem início um novo ciclo da doença, que se dá conforme abaixo:

Um mosquito pica um hospedeiro infectado, ingerindo as microfilárias (larvas em primeiro estágio) de D. immitis presentes na corrente sanguínea do animal;

Com o mosquito servindo de hospedeiro intermediário (aproximadamente 2 semanas), as larvas irão se desenvolver e migrar do tórax para o aparelho picador, onde passam a ser liberadas nas picadas;

Já na corrente sanguínea do cão saudável, as larvas vão para o tecido subcutâneo e muscular, onde se tornam jovens adultas em entre 3 a 4 dias;

Após aproximadamente 100 dias, as larvas chegam ao coração, alojando-se no ventrículo direito e nas artérias pulmonares do hospedeiro. Ali, elas atingem a maturidade sexual, acasalam e liberam novas microfilárias na corrente sanguínea do hospedeiro, começando um novo ciclo.

Nathália Anjos, médica-veterinária, explica que essas larvas só chegam na corrente sanguínea periférica entre 6 a 8 meses após a infecção. Isso significa que, antes desse período, não é possível detectar a doença por meio de análises de sangue.

Sintomas de verme em cachorro

Segundo Nathália, “a gravidade da doença está relacionada diretamente com a quantidade de vermes que o portador possui, com a duração da infecção e com a resposta individual do hospedeiro”. Por isso mesmo, é difícil saber quando o cão está com dirofilariose, já que os recém-infectados quase sempre são assintomáticos.

Conforme a doença progride, no entanto, estes são os sintomas de verme em cachorro mais comuns:

  • Tosse crônica;
  • Intolerância ao exercício;
  • Fraqueza;
  • Taquipneia (respiração acelerada);
  • Dispneia (respiração rápida e curta);
  • Perda de peso.

De acordo com Nathália, os sintomas mais graves estão relacionados à maior presença de vermes adultos nas artérias pulmonares. “Ela resulta em hipertensão pulmonar crônica, e leva à insuficiência cardíaca congestiva direita”, explica. “Isso pode, inclusive, causar a morte do pet”, completa.

Diagnóstico e tratamento da dirofilariose

Como sempre, quanto antes for diagnosticada a doença, mais rápido, fácil e eficaz será o tratamento. No caso do verme do coração, diversos exames podem ser feitos para identificar o parasita. Entre eles, o ecocardiograma e análises de amostras sanguíneas no microscópio, como o teste Elisa e o método de Knott.

Outros exames, como hemograma, bioquímica sérica, urinálise e radiografias torácicas também podem ser solicitados pelo veterinário a fim de verificar a gravidade das alterações causadas pela dirofilariose no pet. “Se diagnosticada cedo, a dirofilariose poderá ser tratada com sucesso, obtendo-se a cura sem sequelas”, diz Nathália.

A veterinária explica que há como tratar verme de cachorro, e o tratamento geralmente é feito com adulticidas e microfilaricidas. Enquanto os primeiros matam as larvas já adultas, os segundos, como o nome sugere, se encarregam das microfilárias.

Por ter muitos efeitos adversos, incluindo o risco de embolia pelos vermes mortos, o tratamento adulticida só deve ser feito em cães com condições físicas adequadas. Já a cirurgia para a remoção dos vermes adultos é indicada quando ocorre a Síndrome Caval. Isto é, quando há bloqueio da veia Cava, sendo necessário restabelecer imediatamente o fluxo sanguíneo.

Prevenção da dirofilariose canina

Para qualquer doença, o melhor remédio ainda é a prevenção. E com o verme do coração não é diferente!

Assim como com outras patologias transmitidas por mosquitos, a veterinária explica que o verme no coração do cachorro tem cura, e a melhor solução seria o controle dos hospedeiros intermediários. “Como isso é bastante complicado, o ideal é prevenir que o cão seja picado pelo vetor”, alerta.

Entre as opções estão coleiras à base de deltametrina, pipetas para ser usadas sobre a pele, repelentes para a casa, entre outros. Outra opção é conversar com o veterinário a respeito de comprimidos ou de produtos injetáveis que afastam os mosquitos.

Fonte: Blog Petz

 

Tags: saudepet, vermedocoração, dirofilariose canina, saudeanimal